quarta-feira, Agosto 1

Sentimentos que vão e que vêm e que varrem a alma dos homens.
Talvez mais as dos homens do que as das mulheres, já que estas verbalizam e lidam melhor com eles.
Que sentimentos são esses, que, mudos ou cheios de voz, regram cada vida existente? Regulam cada segundo de vida de toda gente?
Cheios de nomes próprios que os destinguem por suas diferenças; cheios de codinomes para disfarçar suas semelhanças.
De que importa, se ainda assim são inexplicáveis e tão mutáveis que emudessem quem os sente, ou fazem dos mais simplórios oradores eloquentes?
Apenas feche os olhos e sinta - alguns dizem. Ou como falam outros, 'Ocupe-se que logo passa'. Mas como, fica a pergunta, se não se pode parar a vida por conta deles, e se eles não nos permitem seguir em frente sem sentí-los?
Pouco importa a sua razão; pouco importa se bons ou ruíns.
Variam do mais potente combustível de vida à mais impiedosa paralisia. Mas estão sempre lá.
Incomodando ou acalentendo. Enobrecendo ou denegrindo.
Seríam infinitas as páginas necessárias para abordá-lo, e cada ser vivo haveria de escrever seu capítulo sem fim.
Um pouco de filosofia sobre eles abranda a alma, que ferve e congela sob seus efeitos, mas nenhuma conclusão é possível.
Então só me resta sentir.
Deixo a alma ser varrida; consinto e calo; ou luto e grito.
Mas independente mais nada, respeito. Respeito o tudo que sinto, porque se não sentisse, nada seria de mim.